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Movimentos, partidos e sindicatos se solidarizam a Lula

16/07/2017

Líderes e organizações internacionais também enviaram mensagens de apoio ao ex-presidente

Escrito por: Redação Brasil de Fato e SRI/CUT

Movimentos populares, centrais sindicais e partidos políticos se posicionaram, por meio de notas, contra a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses, sentenciada pelo juiz de primeira instância Sergio Moro, por suposta corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá, no litoral sul de São Paulo. 

Entidades, como a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a Frente Brasil Popular, além de diversas organizações internacionais, demonstraram solidariedade ao ex-presidente, que afirmou, nesta quinta-feira (13) que entrará com recurso contra a sua sentença, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região em Curitiba.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirmou, em nota, que o “processo é iminentemente político, baseado somente em delações premiadas”. “A condenação de Lula é parte integrante e indissociável do Golpe em curso no Brasil, que no dia de ontem teve mais um capítulo deplorável: a aprovação da Reforma Trabalhista pelo Senado”.

Também em nota, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) disse que “a condenação se deu sem nenhuma prova, confirmando o julgamento político, que vimos durante todo o processo”. “Moro se comporta como promotor e não como juiz, agindo com presunção de culpa contra Lula. Fica evidente que a sentença é uma forma de atalho judicial para retirar Lula da disputa política, no tapetão”, completa a nota. 

Já o PSOL afirmou que “no caso da condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sergio Moro, no processo referente ao chamado triplex, a ação penal é frágil em termos de materialidade e provas, reforçando a tese do arbítrio e da ação persecutória que se materializou na condução coercitiva de Lula e na divulgação ilegal de áudio contendo diálogo entre Dilma e o ex-presidente, procedimento duramente repreendido pelo então Ministro do STF Teori Zavaski”.

Por meio de seu presidente, Vagner Freitas, a CUT (Centra Única dos Trabalhadores) afirmou que a sentença de Lula não tem nada a ver com justiça. “Foi apenas a tentativa de impedir Lula de disputar a presidência. Eles sabem que Lula será eleito pelo povo brasileiro. Temos que dar respostas políticas. Devemos fazer uma campanha para que o PT lance 'amanhã' a campanha para Lula presidente”.

A Frente Brasil Popular, organização que reúne movimentos populares e centrais sindicais, também se posicionou, em nota. Segundo a Frente, “desde o princípio, Moro não foi juiz, não se portou com o papel de mediação entre Lula e o Ministério Público comprovando que o ex-presidente estava sendo alvo de lawfare”.

A organização explicou ainda que o “golpe tinha como objetivo destruir qualquer possibilidade de a esquerda voltar ao poder e também acabar com as conquistas históricas do povo brasileiro.

"Lula é uma dessas conquistas. Um operário que se forjou líder na luta social e que governou para tornar o País mais justo e soberano”, diz a nota.

Outra articulação que se pronunciou em solidariedade ao ex-presidente foi a Rede de Médicas e Médicos Populares. Segundo a nota da organização, a defesa de Lula é uma oportunidade para a manutenção dos direitos daqueles “que militam por um Sistema de Saúde Universal [SUS], público, gratuito, equitativo e integral”.

Apoios internacionais

O Secretariado Executivo da central sindical uruguaia PIT-CNT (Plenario Intersindical de Trabajadores - Convención Nacional de Trabajadores) expressou publicamente sua solidariedade "com o companheiuro Luiz Inacio Lula da Silva e com o movimento sindical e popular brasileiro".  A direção da central uruguaia sustenta que " o processa de Lula foi feito sem qualquer prova, salvo as delações de prisioneiros. Este processo é uma etapa da oligarquia corrupta e pró-golpe, que derrubou Dilma Rousseff e lançou um ajuste brutal contra o povo brasileiro".

A PIT-CNT recorda que "Lula, é um histórico líder sindical metalúrgico, que liderou a resistência à ditadura fascista em seu país e foi o primeiro presidente operário do Brasil e América Latina. É um símbolo do peso da classe trabalhadora e de sua representação política. Por isso o odeiam e o perseguem ".

A central sindical Argentina CTA (Central de Trabajadores de la Argentina) afirmou em nota que "A condenação de um juiz brasileiro - sem demonstrar uma única prova que a justifique - contra quem foi o primeiro presidente opérário da nossa Pátria Grande, é a maneira mais vergonhosa escolhida pelo revanchismo das classes dominantes em todo o continente, para evitar a Lula voltar a ser presidente de seu país.
Esta falha brutal ocorre justamente quando o Senado brasileiro aprova a Reforma Trabalhista imulsionada por Temer.  A nota destaca que "o
CTA repudia tanto a condenação do camarada Luiz Inacio Lula da Silva, como a Reforma Trabalhista, porque tanto uma medida quanto a outra foram forjadas nas caldeiras do ódio de classe do grande capital.

A espanhola UGT (União Geral dos Trabalhadores) também publicou nota em que afirma que "a sentença contra Lula e a Reforma Trabalhista de Temer parecem sair da mesma mão: enfraquecer a classe trabalhadora com instrumentos legais (a duríssima Reforma Trabalhista que destroi as convenções coletivas, elimina o poder de barganha dos trabalhadores e trabalhadoras, agiliza as demissões, impõe a jornada de trabalho de 12 horas por dia, cria a negociação individual entre a empresa e o trabalhador, facilita a terceirização das atividades laborais, introduz o trabalho intermitente e reduz a responsabilidade do empregador no que diz respeito às normas de saúde, saúde ocupacional e segurança, etc.), jurídicos (como a sentença contra Lula) e econômicos. Nessa situação, a UGT manifesta o seu apoio para os sindicatos brasileiros, movimentos sociais, os trabalhadores e todos os cidadãos do Brasil que permanecem mobilizados no país para acabar com este caminho da falência institucional e democrática, da reversão dos direitos e de involução social".

 

Também se pronunciaram ou enviaram manifestações de solidariedade os líderes de Estado como o presidente da Bolívia, Evo Morales; o ativista argentino de direitos humanos, vencedor do prêmio da Paz, Adolfo Pérez Esquivel; os partidos comunistas de Cuba, Uruguai e Equador; além de organizações como o Movimento Evita e a Corrente Peronista Descamisados da Argentina; o movimento Die Linke da Alemanha; o Movimento Aliança País, do Equador e o Fórum de Comunicação para a Integração NuestrAmérica.

Edição: Vanessa Martina Silva

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